Processo

Do primeiro briefing à mercadoria entregue.

O comércio internacional falha em sítios previsíveis: o fornecedor que afinal é um intermediário, o Incoterm que ninguém leu, o certificado que se começou tarde demais. Esta é a sequência que seguimos para fechar essas falhas — e o que fica no papel no fim de cada etapa.

  1. Etapa 01Consulta e briefing

    Começamos por uma conversa, não por uma proposta. O que está a comprar ou a vender, para que mercado, em que volume, com que prazo — e o que já correu mal antes? Depois escrevemos o briefing e devolvemo-lo: especificação técnica, classificação pautal, custo-alvo à chegada, volumes, janela de entrega e o regime de conformidade aplicável no destino. Se as contas não fecharem, fica a sabê-lo aqui — na primeira etapa, antes de alguém ter gasto dinheiro.

    Recebe
    Um briefing escrito, uma estratégia de seleção e uma proposta de âmbito com honorário fixo.
  2. Etapa 02Seleção e verificação

    Procuramos do lado europeu: registos comerciais, associações setoriais, feiras da especialidade e a nossa própria rede em Portugal e na Alemanha. Daí sai uma lista longa. Depois cortamo-la. Certidão do registo comercial, situação financeira, estrutura acionista, experiência de exportação para o Golfo e referências de clientes a quem telefonamos, em vez de nos limitarmos a lê-las. Quando a dimensão da encomenda o justifica, um dos nossos especialistas visita a unidade fabril e reporta com fotografias, notas de capacidade e observações de controlo de qualidade. Vê os que sobreviveram, com uma comparação que se lê numa página.

    Recebe
    Uma lista curta verificada, uma comparação escrita e um relatório de auditoria à fábrica sempre que houve visita.
  3. Etapa 03Negociação e contrato

    Lançamos a consulta na própria língua do fornecedor e normalizamos as respostas para que compare o que é comparável. Depois negociamos: preço, ferramentas, encomenda mínima, prazo de entrega, garantia, peças de substituição, condições de pagamento e o Incoterm — EXW, FOB, CIF, DAP ou DDP — porque é o termo que decide quem suporta o risco no cais. Primeiro uma carta de intenções, quando é preciso fixar a relação, e depois o contrato. Nos mandatos de representação, a mesma disciplina aplica-se ao território, à exclusividade, à compra mínima anual, aos compromissos de marketing, à duração e à renovação. Aconselhamos sobre garantias de pagamento, incluindo créditos documentários e remessas documentárias, e envolvemos advogados locais em tudo o que toque à lei da agência comercial.

    Recebe
    Um contrato de fornecimento ou de distribuição negociado, um term sheet e uma estrutura de pagamento com o instrumento de garantia especificado.
  4. Etapa 04Conformidade e logística

    A certificação vem primeiro, porque é a certificação que deixa contentores parados. Registo SABER com os certificados SASO de produto e de embarque para a Arábia Saudita; G-Mark da GSO para as categorias regulamentadas; ECAS ou EQM através do Ministério da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados; registo na SFDA para alimentos, cosméticos e dispositivos médicos; certificação halal quando o produto a exige; marcação CE do lado europeu. Em paralelo, preparamos o processo aduaneiro — fatura comercial, lista de embalagem, certificado de origem com legalização pela câmara de comércio, classificação pautal segundo a pauta aduaneira unificada do CCG — e submetemos a operação a triagem de controlos de exportação de dupla utilização e de exposição a sanções, nas listas da UE e dos EUA. Depois reservamos o frete. Por via marítima a partir de Sines, Leixões, Hamburgo ou Bremerhaven; só Hamburgo opera cerca de 100 serviços regulares, incluindo 13 ligações diretas ao mar Vermelho e ao golfo Arábico. Fonte: Hafen Hamburg.

    Recebe
    Certificados emitidos, o dossiê aduaneiro completo, um registo escrito da triagem e o frete reservado com acompanhamento do plano de viagem.
  5. Etapa 05Entrega e pós-venda

    Acompanhamos o embarque até ao porto de descarga e entregamos o processo a um despachante que nós próprios instruímos, e não a alguém que lê o dossiê pela primeira vez à chegada. Ficamos no processo até a mercadoria estar no seu armazém e, quando o produto o exige, instalada, ensaiada e a funcionar. Depois vem a parte que a maioria dos agentes salta: reclamações de garantia apresentadas junto do fabricante, canais de peças de substituição abertos e uma revisão anual de preços e condições antes da segunda encomenda.

    Recebe
    Confirmação de entrega, um canal aberto de garantia e peças de substituição e condições de reencomenda por escrito.

No papel

O que fica no fim.

Um mandato connosco produz documentos, não impressões. Consoante o mandato, o dossiê contém:

  • O briefing escrito e a especificação
  • Uma lista curta de fornecedores verificados, com a comparação escrita
  • Relatórios de auditoria a fábricas, com fotografias, sempre que houve visita
  • Respostas à consulta normalizadas e o registo da negociação
  • Um modelo de custo à chegada
  • O contrato de fornecimento ou de distribuição assinado, com os Incoterms 2020 especificados
  • Certificados SABER, SASO, G-Mark, ECAS, SFDA ou halal, conforme aplicável
  • O dossiê aduaneiro completo: fatura, lista de embalagem, certificado de origem com legalização, conhecimento de embarque e certificado de seguro
  • Um registo escrito da triagem de contrapartes na lista consolidada da UE e na lista SDN do OFAC
  • Reserva de frete, acompanhamento e confirmação de entrega
  • Condições de garantia, de peças de substituição e de reencomenda

Tempo de resposta

Um dia útil. De domingo a sexta-feira.

A semana de trabalho no Golfo vai de domingo a quinta-feira e a europeia de segunda a sexta-feira. Como temos pessoas nas duas regiões, cobrimos de domingo a sexta-feira — para que uma questão levantada em Riade num domingo de manhã não fique à espera de que Hamburgo abra na segunda, e uma decisão tomada na Alemanha à sexta não se perca até à semana seguinte.

Escreva para info@euroeastgateway.com, envie o formulário ou fale connosco no WhatsApp — o que for mais rápido para si.

Perguntas

Oito perguntas que nos fazem primeiro.

É legal comerciar com a Síria neste momento?

Sim, e a mudança é recente e real. A UE levantou as sanções económicas à Síria em maio de 2025 e restabeleceu o Acordo de Cooperação UE–Síria em maio de 2026. Os Estados Unidos puseram termo ao seu programa de sanções abrangentes com efeitos a 1 de julho de 2025, a Caesar Act foi revogada com efeitos em janeiro de 2026 e a designação de Estado patrocinador do terrorismo foi retirada em agosto de 2026. O título é verdadeiro e as letras pequenas contam. Mantêm-se em vigor sanções específicas da UE e dos EUA contra pessoas e entidades designadas, e continuam a aplicar-se controlos de exportação a determinados bens. Verificamos todas as contrapartes na lista consolidada da UE e na lista SDN do OFAC e estruturamos cada transação em plena conformidade. Não lhe diremos que todas as sanções foram levantadas, nem apontaremos qualquer banco ou entidade como “seguro” — a triagem é feita por operação, por escrito, todas as vezes.

Cobram ao comprador ou ao fornecedor?

A um ou a outro, nunca a ambos. Representamos um só lado da mesa, e o lado que nos paga é aquele cujos interesses defendemos. Se é nosso cliente, não recebemos comissão, comissão de retorno nem “comparticipação de marketing” do fornecedor que lhe apresentamos, e confirmamo-lo por escrito no seu mandato, a pedido. É a única forma de a lista curta significar alguma coisa.

Que países cobrem?

Do lado europeu, sourcing em toda a União Europeia, com as redes mais profundas em Portugal e na Alemanha — os dois mercados onde temos gente nossa. Do lado oriental, o foco é a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar no Golfo, além do restante CCG, e a Síria no Levante. A nossa equipa está presente na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos, no Catar, na Síria, em Portugal e na Alemanha.

Conseguem obter-me uma representação exclusiva?

Podemos negociá-la, e somos frontais quanto ao que “exclusivo” pode significar em cada mercado. O que fazemos é mapear os fabricantes europeus genuinamente disponíveis para nomear um distribuidor no seu território, abordá-los na sua própria língua, apresentar a sua casa e negociar a carta de intenções e, depois, o contrato de distribuição — território, exclusividade, compra mínima, compromissos de marketing, duração e renovação. O pormenor que deve ouvir cedo: as agências comerciais registadas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos estão reservadas a nacionais e a entidades integralmente detidas por nacionais. Estruturamos os contratos em conformidade, com advogados locais, para que a exclusividade que assina seja executável e não decorativa.

Como verificam um fornecedor?

Primeiro, certidão do registo comercial e verificação da estrutura acionista — um número surpreendente de “fabricantes” são intermediários comerciais. Depois, situação financeira, historial de exportação para o Golfo e referências de clientes a quem telefonamos pessoalmente. Depois o produto: amostras e ensaios contra a especificação quando a categoria o justifica. Quando a dimensão da encomenda justifica a deslocação, um dos nossos especialistas visita a unidade fabril e reporta com fotografias, observações de capacidade e notas de controlo de qualidade. Antes do embarque, uma inspeção pré-embarque enquanto o remanescente ainda não foi pago.

Que certificações exigem as importações para a Arábia Saudita e para os Emirados?

Na Arábia Saudita, a maioria dos produtos regulamentados exige registo na plataforma SABER, com um certificado de conformidade do produto e, depois, um certificado de conformidade de embarque emitidos segundo as normas SASO; os alimentos, os cosméticos e os dispositivos médicos seguem pela SFDA. A conformidade saudita é tratada através do SABER e não por legalização consular. Nos Emirados Árabes Unidos, os bens regulamentados passam pelo ECAS ou pela Emirates Quality Mark, junto do Ministério da Indústria e Tecnologia Avançada, e o G-Mark da GSO aplica-se em todo o CCG às categorias que abrange. A certificação halal aplica-se a alimentos e a alguns cosméticos e produtos farmacêuticos. Tratamos destes processos como parte do mandato, em vez de os deixar com o seu fornecedor, e começamo-los cedo — a certificação é, de longe, a razão mais frequente para um contentor ficar à espera.

Em que línguas trabalham?

Português, inglês, alemão e árabe, dentro da equipa. Isso significa que a consulta segue para um fabricante alemão em alemão, que o contrato de distribuição é negociado na língua em que a outra parte pensa e que a sua documentação em árabe se lê como se tivesse sido escrita em árabe. Nada é entregue a uma agência de tradução e nada lhe chega como o resumo de um resumo.

Como funcionam os honorários?

Três modelos. Um honorário por projeto para um mandato definido com um fim definido — uma missão de sourcing, uma avaliação de mercado, um processo de certificação —, acordado por escrito antes de começarmos. Uma avença mensal com comissão reduzida sobre o volume, para programas contínuos. Um honorário de êxito para a obtenção de representações, que se vence com a assinatura do contrato e não antes. Não publicamos tabela de preços, porque nunca houve dois mandatos iguais. Recebe sempre os honorários, o âmbito e as exclusões por escrito antes de qualquer trabalho começar, e não há comissões ocultas do lado do fornecedor por detrás de nada disto.

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Uma primeira conversa custa-lhe uma mensagem e cerca de vinte minutos. Sai dela a saber se vale a pena avançar com o negócio.